16 de jul de 2009

Velhos valores ?

Não, obrigado.
 

Em 14 de julho de 2009, foi comemorado mais um aniversario da queda da Bastilha, talvez o evento principal da Revolução Francesa de 1789. Foi um marco indelével. A nobreza e o clero, autoridades supremas e intocáveis até então, amargaram terrível e longo pesadelo e pagaram rigorosamente seus milenares privilégios, em muitos casos com suas próprias vidas.
A frase "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", que todos nós lembramos dos tempos de escola, motivou a população pobre, cansada de servidão e refém de um sistema feudal, a reinventar profunda e definitivamente a sociedade da época, que não deixava sequer entrever um fio de esperança no fim do túnel.

Hoje, passados 220 anos, podemos constatar que estes três valores fundamentais andam muito maltratados, muito mal das pernas.
As democracias, mesmo sendo ainda a melhor forma de governo, mostram graves sinais de desgaste, de abuso de poder, de desgoverno, de falta de ética, de perpetuação no poder por parte de castas de parlamentares corruptos e levianos. Sem falar da deplorável promiscuidade entre os poderes públicos e os grandes grupos empresariais. E isso ocorre praticamente em toda parte do planeta, causando situações de conflito, miséria, fome e injustiça que beiram o absurdo, mostrando absoluto descaso para com o ser humano e a Natureza que nos hospeda.

Sim, os sistemas políticos, financeiros, sociais, de saúde, de educação, de transporte, de comunicação, de defesa do meio-ambiente, de geração de energia, estão à beira do colapso. Os "condutores" globais, salvo poucas e honrosas exceções, mostram graves limitações de caráter, de ética, de decência. Os valores perenes, o bom senso, o respeito e a preservação de todas as formas de vida estão quase esquecidos, não fosse por uma consistente parte da sociedade que, em silêncio, mas com firmeza, insiste em se deixar guiar por eles a qualquer custo. São essas pessoas, com sua firme indignação e sua pontual postura de honestidade e respeito, os verdadeiros heróis de nosso tempo: os humildes Trabalhadores da Luz, os silenciosos Guardiões da Verdade.

Somos muitos e conseguimos equilibrar as energias nocivas que impregnam o éter. Não fazemos questão de aparecer, de mostrar nossa cara, de receber elogios ou recompensas. Sabemos o que a Unidade representa e vivemos nesta vibração; obedecemos somente às leis naturais e estamos em sintonia fina com o Universo e seus sinais. Somos pessoas mais saudáveis, livres de condicionamentos externos, mais serenas e altruístas; muitas de nós já vivem sua senda pessoal e sabem esperar o tempo certo, pois sentem que a necessária mudança está se processando a pleno vapor. São conscientes de que não há mais espaço para revoluções radicais, sangrentas ou não. Não há salvadores vindo nos resgatar, não existem mais soluções mirabolantes. Não serão pessoas a encabeçar este movimento. Estará no comando somente uma idéia mestra, um conceito universal; a força e a motivação se transformarão numa bandeira de Luz que será passada de mão em mão, libertando um a um os corações e mentes que vierem a fazer contato com ela. E a felicidade, a harmonia completa e a paz tomarão assim o lugar da angústia, do medo, da posse, do preconceito e da separatividade.
Há um empuxo de grande magnitude dentro de cada um de nós; o mesmo impulso que nos deu a vida nesta dimensão nos dirige para a Unidade, para o contato com o outro, com tudo o que existe, com o Universo.

Chegamos a perceber isso ao trilhar nosso caminho de forma positiva, firme, com coragem e determinação. A seqüência de experiências, de fatos, de sinais, de sincronicidades, de resultados palpáveis, de boa saúde física, mental, de estabilidade emocional, proporcionam uma fé consciente, um centro de gravidade permanente, que nos blinda contra a incerteza, a insegurança e o medo.
Não ficamos totalmente livres da ação destes três fatores nocivos, constantemente interferindo em nossa busca, que devem ser trabalhados de acordo com inúmeras técnicas de cura da Alma disponíveis hoje, limpando de vez as feridas do desamor. Tendo, porém, sempre consciência que os períodos de bem-aventurança dão de goleada nos de baixo-astral. E é impossível não tentar permanecer na vibração da abençoada harmonia, da paz de espírito e dos sentidos, aspectos que se manifestam cada vez mais frequente e intensamente em nossa caminhada. Talvez os conflitos existenciais sejam provocados por este impulso inato e permanente de renovação que conflita com nossa inércia, com a manutenção de nossa condição presente... e lá vai mais um medo - o da mudança.
Precisamos nos render a essa força que nos convida a experimentar o novo, o desconhecido, o desafio que a espiritualidade representa, que nos exige mais e mais expansão de consciência, autoconhecimento e sobretudo o abandono das velhas e conhecidas emoções negativas: a raiva, o ódio, o rancor, a culpa e outras mais...

Precisa-se hoje, em todas as empresas, instituições e ramos de atividade do globo, de pessoas libertas, seres éticos, dedicados, vibrando intensamente Amor Incondicional; pessoas como Você que está lendo, que tenham encontrado seu rumo, aquele conjunto único de habilidades e dons que foi acertado com os mentores antes de encarnar por aqui. O Universo precisa de milhões e milhões destes homens e mulheres para iniciar o quanto antes a grande mudança que cada um de nós já está manifestando, pois basta ter olhos para ver à nossa volta e sentir com o coração, em sintonia total com tudo que existe, com todos os reinos, os seres, os planetas, as estrelas, as galáxias. E tudo isso não está fora, distante, inatingível e complicado. Está -e sempre esteve- em nosso centro.

Somos seres poderosos e estamos resgatando nosso legado, nosso passado de infinitas jornadas de aprendizado, de experiências e lutas. Vamos agora nos juntar numa grande onda, nu
m mutirão incessante, para -unidos- revertermos em nome de nossa linhagem divina, o rumo da Humanidade. Vamos deixar definitivamente no passado o pequeno ego que mais não nos representa e assumir nossa parte divina, somente a parte que é incorruptível, imortal e real, pois é formada somente de Luz pura.

Sim, somos todos um só. Somos um grão de areia e somos o mar; somos um raio de luz e somos o Sol, somos uma centelha de Deus e somos Ele.

Em tempo... do editorial de hoje 15/7/09, na Folha de São Paulo, do respeitadissimo Jornalista Clóvis Rossi, que me deixou boquiaberto pela sincronicidade e pela absoluta sintonia com o boletim que acabava de ser escrito. Vale a pena ler duas vezes, imprimir e guardar...

Valores

SÃO PAULO - A seção brasileira do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) informa que o próximo relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil terá como tema "valores". O tema surgiu de uma pesquisa que envolveu 500 mil brasileiros, a partir da pergunta "O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?".
As respostas majoritárias foram: respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência -conjunto de conceitos afinal reunido no tema "valores".
Surpreso com esse tipo de preocupação em um país tão escandalosamente macunaímico? Até o coordenador do relatório, Flávio Comim, se diz surpreso, mas atribui o resultado ao fato de que, pela primeira vez, esse tipo de pesquisa continha uma pergunta aberta, com o que "as pessoas falaram o que quiseram".
Para mim, o resultado é absolutamente surpreendente. Juraria que, fora um punhado de indignados, uma parcela importante, talvez majoritária, dos brasileiros tivesse incorporado exatamente o oposto, ou seja, a ausência de qualquer tipo de respeito a valores do tipo honestidade, responsabilidade e consciência.
Está todo mundo cansado de saber que a corrupção, o trambique, a cara-de-pau, não são uma exclusividade dos políticos. Com perdão por recorrer a um desgastado lugar-comum, cristalizou-se a ideia de que o brasileiro gosta de levar vantagem em tudo, como dizia antiga propaganda de cigarro.
Vai ver que o brasileiro cansou da esculhambação.
(...)

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