27 de fev de 2011

Quem sou eu ?



Nesta altura da vida já não sei mais quem sou…


Vejam só que dilema!!!


Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisãoTELESPECTADOR, no campo de futebol, TORCEDOR. Se sou rubronegro SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR e, quando morrer… uns dirão… FINADO, outros …. DEFUNTO, para outros … EXTINTO, para o povão …PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei … DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO.

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.

Luiz Fernando Veríssimo

10 perguntas - 10 respostas




Promessa é dívida. Conforme prometi na minha mais recente investida na terra-de-ninguém dos debates sobre evolução, criacionismo e design inteligente, a coluna desta semana é dedicada ao que poderíamos chamar de dúvidas criacionistas por excelência – as perguntas que levam muita gente a questionar a validade científica da teoria da evolução.
As dez perguntas (todas com respostas, graças a Deus) selecionadas abaixo têm em comum pontos de partida equivocados, como pretendo demonstrar e espero que vocês percebam. Em geral, ou refletem uma compreensão distorcida do que é o método científico, ou tentam impor à natureza (e, em especial à biologia) uma concepção de finalismo, de "metas a serem alcançadas", que é completamente estranha a ela. Eis por que é urgente esclarecê-las.
1)Se o homem evoluiu do macaco, por que ainda existem macacos?
Que tal se a gente colocar a questão de um jeito um pouquinho menos voltado para o nosso próprio umbigo, um tantinho menos antropocêntrico, como gostam de dizer os filósofos? Lá vai: se os macacos sem rabo evoluíram dos macacos com rabo, por que ainda existem macacos sem rabo? Se os anfíbios evoluíram dos peixes (de um subgrupo do que conhecemos como peixes, para ser mais exato), por que ainda existem peixes?
Deu para reparar que o problema talvez só exista porque, no caso específico do homem moderno, tendemos a estranhar o fato de ainda existirem macacos simplesmente porque nos consideramos "superiores" a eles? Por outro lado, não há nada intrinsecamente "melhor" num símio sem rabo se comparado a um com rabo, e o mesmo vale para um sapo posto lado a lado de um peixe. Estamos apenas falando de adaptações diferentes para problemas diferentes.
Não se deixe enganar: é óbvio que não descendemos de nenhum primata vivo hoje (com exceção dos nossos próprios pais e avós humanos), mas nossos ancestrais remotos certamente seriam chamados de "macacos" caso pudéssemos ficar frente a frente com eles. Como qualquer outra espécie, eles começaram a trilhar um caminho evolutivo separado do seguido pelos demais primatas porque uma combinação de alterações genéticas e pressões ambientais os levaram a se diferenciar.
O importante é que essa diferenciação só se converteu em uma brutal vantagem reprodutiva sobre as demais espécies do planeta – a mesma que nos transformou em quase 7 bilhões de indivíduos hoje – há pouquíssimo tempo. Há apenas 100 mil anos, nossa população pode ter sido de poucos milhares de indivíduos, tão baixa quanto a dos orangotangos que estamos quase extinguindo. Trocando em miúdos: o incentivo evolutivo para "virar gente" nunca foi tão sedutor assim para nossos parentes. Continuava valendo a pena ser macaco, digamos assim.
Ademais, eles estavam envolvidos com outras demandas genéticas e ambientais. Cada espécie parece contar com suas próprias tendências evolutivas internas, canalizadas pela maneira como seus indivíduos se desenvolvem desde a fecundação. Uma vez que os caminhos evolutivos se bifurcam, é bobagem esperar que se sobreponham com exatidão em algum ponto do futuro. De qualquer maneira, vale o lembrete: o importante não é ser "melhor" em nenhum sentido antropocêntrico; deixar mais descendentes e se adaptar a determinado ambiente é o verdadeiro motor da evolução. Se uma espécie conseguir isso encolhendo o cérebro até ele ficar do tamanho de uma ervilha, tá valendo.
2)Por que o ser humano parou de evoluir?
E quem disse que parou? Não dá para confundir nossa incapacidade de ver o quadro geral e saber "para onde estamos indo" em termos evolutivos com a falta de qualquer transformação. A biologia de uma espécie muda essencialmente em termos moleculares: pequenas alterações em genes, ou elementos que regulam genes, vão se acumulando até transformar coisas como resistência a doenças, tolerância a certos ambientes ou alimentos e morfologia corporal (esse último caso é o que consideramos como exemplo clássico de evolução, mas mudanças “invisíveis” não são menos evolutivas).
Ora, estamos descobrindo que há sinais claros e relativamente recentes de alterações evolutivas entre seres humanos. Antes de 5.000 anos atrás, nenhum adulto do mundo era capaz de digerir leite; hoje, europeus e nativos da África Oriental conseguem fazer esse truque. Doenças como a gripe não matam mais quase ninguém no Ocidente, embora ainda sejam capazes de semear o pânico entre populações indígenas do mundo todo. Estamos falando de alterações genéticas vantajosas sendo incorporadas ao patrimônio evolutivo humano, enquanto variantes menos versáteis são eliminadas. Portanto, não estamos parados e, provavelmente, nunca estaremos.
3)Por que a evolução não torna os seres vivos imbatíveis e imortais?
Porque coisas boas custam caro, e invulnerabilidade e imortalidade são caríssimas. Todo organismo, e em especial aqueles que se reproduzem de forma sexuada, como nós, precisam fazer uma escolha entre investir em seu próprio "soma" – jeito charmoso de designar o corpo daquele organismo – e gastar recursos com sua própria reprodução.
Vamos supor que ele "decida" (inconscientemente, claro) despender enormes energias bioquimicas para se manter vivo e saudável. Adversários dele, porém, investem em imensas ninhadas de filhotes, conseguindo, dessa maneira, sugar o ambiente até a última gota, de forma que não sobra nada para o candidato a invulnerável. O resultado mais provável? Ele morre de inanição. E sem deixar descendentes. Ou seja, perdeu feio no jogo evolutivo.
É nessa corda bamba constante que todos os seres vivos existem. Enquanto ela valer, não faz sentido pensar em perfeição, mas vale muito a pena apostar em reprodução maximizada. Como as decisões são sempre tomadas no curto prazo – o espaço entre uma geração e outra –, ninguém se arrisca a ser um super-homem estéril.
4)A teoria evolutiva torna a vida sem sentido?
Eu não sei de onde as pessoas tiram essas idéias… mas OK, sejamos pacientes. De novo, vamos olhar a questão por outro ângulo. Por acaso a ordem divina “Crescei e multiplicai-vos”, no capítulo 1 do livro do Gênesis, deixa as pessoas com a mesma sensação de desespero existencial? Em essência, esse mandamento diz alguma coisa diferente de “Maximizai vossas oportunidades reprodutivas e espalhai vossos genes”, que é basicamente o imperativo da seleção natural? Eu acho que não.
Tanto a versão antiga quanto a versão nova da frase afirmam a mesma obviedade: o traço fundamental da vida é produzir mais vida. Mas nenhuma delas vem acompanhada do adendo “e é só isso, viu. Teve filho, já pode cortar os pulsos”. Melhor ainda, a seleção natural produziu criaturas com sistema nervoso complexo o suficiente para se rebelar contra ela. Não caiamos na falácia naturalista: o que é natural não é necessariamente o certo. E mais: a seleção natural pode muito bem ter forjado nossos instintos para amar nossos amigos, cuidar dos doentes e aflitos, combater injustiças. Ser gentil pode ser uma estratégia evolutiva tão boa quando ser um troglodita. E, mesmo que não seja, ainda somos capazes de identificar o que é certo e fazê-lo, em detrimento de nós mesmos, muitas vezes. Se os nossos genes não gostam, é só mandar eles irem encher o saco da nonna.
5)Por que novas espécies não foram criadas em laboratório?
Peço licença para discordar: novas espécies foram, sim, criadas, e nem precisamos de laboratório. Fizemos isso com tecnologia da Idade da Pedra. Estou falando dos animais e plantas domésticos.
Se você duvida, compare o milho verde que você adora comer com manteiga (você, bem-entendido; tenho um nojo danado de derivados dessa planta dos infernos, sou completamente milhófobo) com o teosinto, a planta mexicana que deu origem a ele. As diferenças biológicas são gritantes. Compare também um poodle ou um siamês com suas contrapartes não-domesticadas, os lobos e os gatos-selvagens. Se um biólogo de Marte tivesse de classificar esses pares, eles indubitavelmente seriam vistos como espécies diferentes – as distinções morfológicas e comportamentais são tão grandes quanto as que existem entre um lobo e uma raposa, que todos consideramos como membros de espécies diferentes.
"Espere aí", dirá você. "Dá pra cruzar lobos e cães, e eles têm descendentes. Isso quer dizer que são da mesma espécie." Atualize-se, nobre leitor: sabemos hoje que as barreiras entre espécies não são os muros absolutos postulados antigamente. É preciso o acúmulo gradual e lento de diferenças genéticas para que o intercruzamento se torne totalmente inviável. Mas nem por isso as espécies capazes de produzir híbridos deixam de ser espécies distintas. Leões e tigres podem ter filhotes se cruzados, mas as diferenças comportamentais, físicas e ecológicas são tão grandes que, na natureza, a hibridização sempre será um evento raro, por puro isolamento físico. As espécies domesticadas que forjamos são, para todos os efeitos e propósitos, espécies criadas artificialmente.
6)Se os cientistas discordam sobre a evolução, por que eu devo confiar na idéia?
Os cientistas discordam sobre as origens cosmológicas da gravidade, e nem por isso as maçãs deixaram de cair na cabeça das pessoas Reino Unido afora. É preciso discernimento para entender o que as controvérsias científicas realmente querem dizer.
Isso pode ser um choque para quem tem uma visão meio idealizada da ciência, mas debates sobre uma determinada teoria são indícios da vitalidade do meio científico, e não de sua suposta esclerose. Por definição, toda idéia em ciência está sujeita a múltiplos testes, confirmações e, se for necessário, refutações. Não existe – ou pelo menos não deve existir – argumento de autoridade. Melhor ainda: mesmo que idéias mais antigas sejam modificadas, seus insights, se tiverem sido obtidos de maneira sólida, são incorporados na nova encarnação da área. Ainda falando de gravidade, hoje sabemos que a relatividade geral de Einstein descreve melhor essa força do que a mecânica de Newton, mas isso não invalida o fato de que, em escalas do dia-a-dia, a descrição newtoniana ainda é essencialmente válida.
Voltando à evolução: os biólogos podem discordar quanto ao peso da seleção natural como força evolutiva, colocando mais ou menos peso em fatores como tendências embriológicas, influências moleculares “lamarckistas”, fatores estocásticos (aleatórios) etc.; podem não ter certeza sobre a origem de certos grupos animais ou vegetais. Mas o fato de que a evolução ocorreu, ainda ocorre e foi o mecanismo responsável por originar a diversidade da vida ao nosso redor é incontestável.
Há pontos em que a teoria evolutiva ainda não produziu um modelo confiável, como a origem das primeiras células vivas a partir de moléculas orgânicas simples. Mas é complicado argumentar por ignorância. Nada impede que bons modelos surjam no futuro; por isso, é prematuro dizer que a biologia evolutiva falhou nesse caso quando vemos que ela triunfou em tantos outros problemas espinhosos. Deixa o homem trabalhar, como dizem por aí.
7)Como explicar a falta de “elos perdidos” ligando as formas de vida?
Será que não há “elos perdidos” mesmo? De novo, depende de como você coloca a questão. Tomando como exemplo a nossa própria linhagem, a dos hominídeos, a impressão que eu tenho é que o problema não é a falta de elos, é o excesso deles. Temos uma seqüência contínuas de formas que são apenas um pouco diferente de nós e parecem se tornar cada vez mais simiescas conforme avançamos no tempo evolutivo, rumo à provável data de separação entre a nossa linhagem e a dos chimpanzés e bonobos, há uns 6 milhões de anos.
Ainda temos problemas para ordenar todos esses bichos, em parte porque alguns fósseis são meros cacos. Nem todas as espécies se preservam no tempo geológico, o que atrapalha um pouco. Mas a gradualidade de diferenças, o aspecto “passo-a-passo” das mudanças, é indiscutível. O mesmo vale para inúmeros outros grupos, como as aves e as baleias, e até para características complexas compartilhadas por inúmeras espécies, caso do nosso ouvido médio.
Isso quer dizer que temos “elos perdidos” para todos os grupos de seres vivos? É claro que ainda não. Mas a existência de exemplos claros e bem elucidados indica que alguma forma de gradualismo evolutivo é uma realidade da vida na Terra.
8)Como mutações aleatórias podem dar origem a características complexas?
Os cientistas estão apenas começando a elucidar isso, mas já possuem algumas respostas interessantíssimas. O caso é que dificilmente um organismo “desenvolve” um gene exclusivamente para uma função. Aliás, é comum que nem mesmo novos genes sejam necessários: bastam alterações em elementos reguladores, que controlam a freqüência ou a intensidade da ativação de um gene, para que haja mudanças significativas na biologia de um organismo. Esse, aliás, parece ser o caso da diferença entre os genes ativos no cérebro humano e os genes ativos no cérebro dos chimpanzés.
Além disso, é comum que alterações evolutivas no DNA sigam o lema de Lavoisier: nada se cria, tudo se transforma. Os genes que carregamos formam “famílias” – o que significa que, tal como as espécies vivas, eles também podem ser classificados por redes de parentesco. Originalmente, um único gene passou por uma duplicação, dando origem a dois ou mais genes “filhos”, muito parecidos. Se um deles mantinha a função original, o outro ficava temporariamente livre do cabresto da seleção natural – afinal, era redundante mesmo – e podia, com o tempo, assumir funções novas. Em alguns casos, genomas inteiros se duplicavam – é o que parece ter ocorrido na origem dos vertebrados.
9) A vida na Terra não pode ter sido “semeada” por seres do espaço?
Essa é curta, mas apenas porque se trata de uma questão de lógica básica. Vamos supor que sim. Somos todos experimentos de biologia alienígena, colocados aqui por seres cabeçudos de Andrômeda. OK. Agora me conta como eles surgiram, pra começar.
Percebeu a falácia inerente ao argumento? A não ser que a gente queira postular uma série infinita de aliens experimentadores, isso tem de parar em algum lugar. Se processos naturais deram origem à biodiversidade terrestre, processos naturais muito provavelmente estão por trás da biodiversidade alien. Recuar o problema não equivale a resolvê-lo.
10) Acreditar na evolução não equivale a renegar Deus?
Não se deixe enganar pelo palavrório fundamentalista dos dois lados (deitado à farta por religiosos conservadores e por sujeitos como Richard Dawkins): a teoria da evolução não “matou” Deus. Deixa eu repetir: a teoria da evolução NÃO MATOU DEUS.
A única coisa que a biologia evolutiva “matou” foi a idéia de que as espécies vivas surgiram no planeta exatamente como diz o livro do Gênesis, por um ato direto de intervenção divina e exatamente na forma que elas têm hoje. Isso é ponto pacífico: não dá para dizer que não temos ancestrais mais primitivos nem que fomos diretamente formados pela mão do Criador da maneira que somos hoje.
Agora, só os desonestos e/ou intolerantes são capazes de sustentar que isso invalida a idéia de um Criador que impôs leis que regem o Universo e que, no fim das contas, dariam origem à vida por meio da evolução. Trata-se de uma questão de fé – e, como tal, não é possível prová-la ou desprová-la por meio do método científico. O que, do ponto de vista religioso, parece um bocado bom: se Deus impusesse sua presença no Universo de forma a ser impossível duvidar de sua existência, que lugar haveria para a fé?

A vírgula




O que vocês acham da vírgula, é tão importante mesmo?
Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI

     (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
*Detalhes Adicionais*
‘*SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA 
PROCURA.’*
Se você for *mulher*, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for *homem*, colocou a vírgula depois de TEM.

A Partícula de DEUS


Atlas era um dos titãs da mitologia grega, condenado para sempre a sustentar os céus sobre os ombros. Aqui, Atlas é um dos quatro gigantescos detectores que farão parte do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, que está em fase adiantada de testes e deverá entrar em operação nos próximos meses.
LHC é uma sigla para "Large Hadron Collider", ou gigantesco colisor de prótons. Parece difícil exagerar as grandezas desse laboratório que está sendo construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. A estrutura completa tem a forma de um anel, construída ao longo de um túnel com 27 quilômetros de circunferência.
As partículas são aceleradas por campos magnéticos ao longo dessa órbita de 27 Km, até atingir altíssimos níveis de energia. Mais especificamente, 7 trilhões de volts. Em quatro pontos do anel, sob temperaturas apenas levemente superiores ao zero absoluto, as partículas se chocam, produzindo uma chuva de outras partículas, recriando um ambiente muito parecido com as condições existentes instantes depois do Big Bang.
Nesses quatro pontos estão localizados quatro detectores. O Atlas, mostrado na foto nas suas etapas finais de montagem, é um deles. O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS ("Compact Muon Detector"), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. Já o LHCb e o ALICE são detectores "dedicados", construídos para o estudo de fenômenos físicos específicos.
Bóson de Higgs
Quando os prótons se chocam no centro dos detectores as partículas geradas espalham-se em todas as direções. Para capturá-las, o Atlas e o CMS possuem inúmeras camadas de sensores superpostas, que deverão verificar as propriedades dessas partículas, medir suas energias e descobrir a rota que elas seguem.
O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.
A Partícula de Deus
O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".
O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.
Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.
É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.
Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.

Entenda o Mercosul


Aprenda antes que acabe:
ARGENTINA

Eles confundem primeira-dama com chefe de governo, luta-livre com futebol e lamúrias de corno com música.
Fizeram uma guerra contra uma ilha habitada apenas por pingüins. E perderam.
PARAGUAI

A rigor não é nem país -  é apenas uma feira livre com status de nação.
Falsificam tudo: DVDs, cigarros, videogames e a história de Itaipu.
 
URUGUAI

Também não é exatamente um país, é uma fazenda. 90% da população é vaca. O resto é ovelha.
VENEZUELA

Eles têm certeza de que Simon Bolívar e o Batman são a mesma pessoa.
O presidente é uma mistura de Fidel Castro, Bozó e Didi Mocó.
Têm muito petróleo. Eles usam pra beber e tomar banho.
PAÍSES ASSOCIADOS

Bolívia: o presidente é a cara do Zacarias.
Chile: não é país, é molho apimentado.
Peru: você levaria a sério um país chamado Frango? Pois é…
Colômbia: a maior intelectual deles é a Shakira. O restante vive em função da ‘farinha’..
Equador: não é país, é linha.
E finalmente…
BRASIL

Metade da população passa o dia inteiro batendo tambor pra outra metade rebolar.
Têm bananas na cabeça e tocam pandeiro por qualquer motivo besta (epidemia de disenteria, volta da dengue, aumento da inflação etc).
A outra metade vive de ver novelas.
O presidente é um homem singular: nunca acertou um plural.
Digam-me, como é que o MERCOSUL ainda não acabou?

O nosso cérebro é doido !!!

 
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
 
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
 
muito legal!!!!!!

SÓ MÃE SABE


TEM COISAS QUE SÓ UMA MÃE SABE ENSINAR…

Minha mãe me ensinou sobre antecipação:
Espera só até seu pai chegar em casa! 
Minha mãe me ensinou sobre saber esperar:
Calma! Quando chegarmos em casa eu te dou!
Minha mãe me ensinou a enfrentar desafios:
Olhe para mim e me responda quando eu te fizer uma pergunta!
Minha mãe me ensinou sobre lógica:
Se você cair dessa árvore, vai quebrar o pescoço e não poderá ir ao aniversário da sua prima. 
Minha mãe me ensinou medicina:
Pára de ficar vesgo menino! Pode bater um vento e você vai ficar assim para sempre.
Minha mãe me ensinou a ser previdente:
Se você não passar de ano, você nunca terá um bom emprego.
Minha mãe me ensinou como me tornar um adulto:
Se você não comer legumes, vai ficar baixinho para sempre.
Minha mãe me ensinou genética:
Você é igualzinho ao traste do seu pai!

Minha mãe me ensinou sobre as minhas raízes:

Tá pensando que nasceu em família rica, é? 
Minha mãe me ensinou sobre a sabedoria da idade:
Quando você tiver a minha idade, você vai entender. 
Minha mãe me ensinou sobre justiça:
Um dia você terá seus filhos, e eu espero que eles sejam iguais a você… Aí você vai ver o que é bom!

Não subestime elas




Nunca subestime a inteligência das mulheres
Uma mulher andava na beira de um rio quando viu um sapo preso em uns galhos pedindo socorro. Quando ela chegou perto, ele disse:
 
-Me salva que eu realizo 03 desejos, mas tudo que eu der a vc, seu marido ganhará 10 vezes mais.
 
Ela pensou um pouco, mas topou! 1º Desejo:
Mulher: Quero ser muUUUUito, mas muUUUUito rica.
Sapo: OK, mas lembre-se que seu marido será 10 vezes mais rico.
Mulher: Não tem importância, tudo que é meu é dele, e tudo que é dele é meu.
 
E ela se tornou muito rica. 2º Desejo:
Mulher: Quero ser muUUUUito, mas muUUUUito bonita.
 Sapo: OK, mas a mulherada vai cair em cima do seu marido porque ele vai ser 10 vezes mais bonito que vc.
Mulher: Não tem problema.
 
E ela se tornou rica e maravilhoooooosa. Ele também. Mas daí ela pediu o 3º desejo…
Mulher: Quero ter um enfartezinho desse tamanhinho… só um susto!
 
MORAL: Nunca substime a capacidade administrativa das mulheres!! 

A Freira




Uma freira faz sinal para um táxi parar. Ela entra e o taxista não
  pára de olhar para ela:
  – Por que você me olha assim?
  Ele explica:
  – Tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofendida…
  Ela responde:
  – Meu filho, sou freira há muito tempo e já vi e ouvi de tudo. Com
  certeza não há nada que você possa me
  dizer ou pedir que eu ache ofensivo.
  – Sabe, é que eu sempre tive na cabeça uma fantasia de ser beijado na
  bôca por uma freira…
  A freira:
  – Bem, vamos ver o que é que eu posso fazer por você: primeiro, você
  tem que ser solteiro, e também católico.
  O taxista fica entusiasmado:
  – Sim, sou solteiro e até sou católico também!
  A freira olha pela janela do táxi e diz:
  – Então, pare o carro ali na próxima travessa.
  O carro para na travessa e a freira satisfaz a velha fantasia do
  taxista com um belo beijo na boca.
  Mas, quando continuam para o destino, o taxista começa a chorar:
  – Meu filho – diz a freira – Porque é que está chorando?
  – Perdoe-me Irmã, mas confesso que menti: sou casado e sou evangélico.
  A freira conforta-o:
  – Deixa pra lá. Estou a caminho de uma festa a fantasia, me chamo
  Alfredo e sou GAÚCHO…

Que pergunta você faria?

1.Você está numa cela onde existem duas portas, cada uma vigiada por um guarda. Existe uma porta que dá para a liberdade, e outra para a morte. Você está livre para escolher a porta que quiser e por ela sair. Poderá fazer apenas uma pergunta a um dos dois guardas que vigiam as portas. Um dos guardas sempre fala a verdade, e o outro sempre mente e você não sabe quem é o mentiroso e quem fala a verdade.
Que pergunta você faria?
—————————————————————-
2.Você é prisioneiro de uma tribo indígena que conhece todos os segredos do Universo e portanto sabem de tudo. Você está para receber sua sentença de morte. O cacique o desafia: "Faça uma afirmação qualquer. Se o que você falar for mentira você morrerá na fogueira, se falar uma verdade você será afogado. Se não pudermos definir sua afirmação como verdade ou mentira, nós te libertaremos.
O que você diria?
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3. Epiménides era um grego da cidade de Minos. Dizem que ele tem a fama de mentir muito.
Certa vez, o mesmo citou esta passagem:
Era uma vez um bode que disse:
- Quando a mentira nunca é desvendada, quem está mentindo sou eu.
Em seguida o leão disse:
- Se o bode for um mentiroso, o que o dragão diz também é mentira.
Por fim o dragão disse:
- Quem for capaz de desvendar a minha mentira, então, ele estará dizendo a verdade.
Qual deles está mentindo?

RESPOSTAS:
1. Pergunte a qualquer um deles: Qual a porta que o seu companheiro apontaria como sendo a porta da liberdade?
Explicação: O mentiroso apontaria a porta da morte como sendo a porta que o seu companheiro (o sincero) diria que é a porta da liberdade. E o sincero, sabendo que seu companheiro sempre mente, diria que ele apontaria a porta da morte como sendo a porta da liberdade.
Conclusão: Os dois apontariam a porta da morte como sendo a porta que o seu companheiro diria ser a porta da liberdade. Portanto, é só seguir pela outra porta.
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2. Afirme que você morrerá na fogueira.
Explicação: Se você realmente morrer na fogueira, isto é uma verdade, então você deveria morrer afogado, mas se você for afogado a afirmação seria uma mentira, e você teria que morrer na fogueira.
Conclusão: Mesmo que eles pudessem prever o futuro, cairiam neste impasse e você seria libertado.
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3. Ao tentar responder ao enigma, encontram-se informações que se ligam umas às outras e acabam não levando a resposta alguma. Esse enigma pode ser denominado como Paradoxo do mentiroso.
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Veja o exemplo de um paradoxo simples e interessante:
A afirmação abaixo é verdadeira.
A afirmação acima é falsa.

GLÚTEN – O que vem a ser isso ?

Há tempos que médicos e nutricionistas sabem que o glúten, uma substância encontrada no trigo, na cevada e na aveia, transforma-se numa.espécie de cola ao chegar no intestino e gruda nas paredes intestinais, provocando, aos poucos, saturação do aparelho digestivo, o aumento da gordura visceral (na região do abdômen), dores articulares, alergias cutâneas, enxaqueca e depressão.
O perigo se agravou devido ao consumo excessivo de pães, biscoitos, macarrão, bolos. Até alguns queijos e embutidos contêm o agora maldito glúten. Os resultados já aparecem nos consultórios de nutrólogos, alergistas
e nutricionistas: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio (o trigo vem sempre adicionado de açúcar), alergias, diarréias, doenças auto-imunes. O nutrólogo João Curvo diz que, para os chineses, o excesso de glúten no organismo é sinal de má higiene interna: o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação. A pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, premiada por suas alternativas para a mesa brasileira, defende o que chama de nossa "soberania
alimentar": mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal. E, se abolir o glúten ajuda a emagrecer, a "dieta sem glúten" virou febre nas academias. Agora, pães de aipim e de milho, macarrão de
arroz e cookies de soja são as novas "delícias" dos supermercados.

GOSTOSO E IRRESISTÍVEL, O pão francês quentinho com a manteiga derretendo pode ser maldito para quem não quer engordar. Mas proibido mesmo, só para portadores da doença celíaca, uma intolerância de origem genética ao glúten que provoca distúrbios gastro-intestinais, diarréias violentas e até morte. No Brasil, em estimativas imprecisas, a doença atinge um em cada 300 brasileiros. Uma delas é Ane Benati, de 39 anos, que, entre os sete irmãos, tem outros três e uma sobrinha celíacos. Ela viu suas irmãs gêmeas definharem por 20 anos em busca de um diagnóstico e, há dez anos, uma delas, Raquel Benati, quase morreu com 39 quilos para o seu 1,10m, quando enfim descobriu que era celíaca. – Foi só tirar o glúten e minha irmã parecia que tinha tomado fermento. Engordou e ficou boa rapidamente. Pensei que ela ia morrer. Fiz logo o exame e vi que eu também era celíaca, embora não tivesse ainda sintomas graves. Porque antes de acabar com o intestino, a doença pode provocar baixa metabólica, diabetes, hipertireoidismo e até epilepsia – diz ela, que, por conta da doença, sugere pratos deliciosos sem glúten para o cardápio do restaurante Cais do Oriente, do namorado Markos Resende, no Centro. -Ultimamente como lá uma lasanha de vegetais feita com folhas e palmitos naturais no lugar da massa e atum grelhado -diz Ane. Hoje "curada" ao banir o glúten da dieta, Raquel é presidente da seção Rio da Associação dos Celíacos do Brasil e diz que o diagnóstico ainda é um problema: -A medicina ainda desconhece essa doença. Estima-se hoje que no Rio haja 35 mil celíacos, mas só mil com diagnóstico. Os outros 25 mil estão passando mal pelos hospitais, nas filas das gastrites, das diarréias crônicas, das enxaquecas, das dores articulares sem cura. Eu penei 20 anos até descobrir a doença, mas o médico da Associação de Celíacos, o gastropediatra José Cesar Junqueira, alerta que uma simples gastrite já é indicação para os exames que detectam a doença.
Excesso de glúten gera intolerância também em pessoas normais Os exames de sangue de detectam a doença celíaca são os de antitransglutaminase e antiendomísio, mas, segundo Raquel, ainda não estão
incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS), tampouco são aceitos por alguns planos de saúde. Na Europa, onde a doença celíaca tem uma incidência maior devido ao alto consumo de trigo, há uma infinidade de alimentos sem glúten, mas no Brasil os produtos sem glúten só agora começam a aparecer: – O mercado está crescendo porque as pessoas normais também estão com intolerância devido ao excesso do consumo de trigo. Se o glúten é proibido para os celíacos, os normais não precisam ser tão ortodoxos. É possível comer um pãozinho, duas ou três vezes por mês e não sentir mal-estar algum, segundo o nutrólogo João Curvo: – Os leigos que se observam percebem a relação entre o excesso de trigo e o aumento do volume abdominal, excesso de gases, dores articulares, dores de cabeça e peso nos pés. Quando ocorre a saturação de glúten no intestino, a absorção dos nutrientes piora e a pessoa começa a apresentar queixas. Essa intolerância vai minando o sistema imunológico e vão surgindo as alergias cutâneas, a psoríase e as artrites. Tudo depende da quantidade do consumo. Teresa Sá, por exemplo, mulher do estilista Tufi Duek, da Fórum, não é celíaca, mas teve um problema vascular, que, depois de muitos exames, descobriu que era intolerância ao trigo: -Eu como massa, mas tenho consciência que depois tenho que fazer um processo de desintoxicação, sem comer glúten durante quatro ou cinco dias.
Para a pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, a mudança dos hábitos alimentares dos brasileiros nos últimos anos, com a troca de alimentos saudáveis e orgânicos nacionais como a mandioca, o milho e o inhame pela farinha de trigo refinada importada, porém, já começa a causar doenças também em pessoas não celíacas. Ela lembra que 80% dos brasileiros vivem nas periferias urbanas comendo pão com margarina e macarrão. Os de maior poder aquisitivo adicionam o queijo, o salame e o presunto, que, segundo ela, contêm aditivos químicos que comprometem a saúde: – Nós temos que reforçar nossa soberania alimentar. Nós comíamos o fubá, a tapioca, o milho, muito mais nutritivos que o trigo, importado e nocivo. Temos estoques reguladores de arroz lotados, mas a merenda escolar leva trigo todos os dias. Está havendo uma saturação do metabolismo da população em geral devido a uma alimentação equivocada. Esta tendência à intolerância alimentar e às doenças subseqüentes, segundo Clara Brandão, começam no primeiro ano de vida, quando a criança começa a comer pão, biscoito e macarrão: – Uma criança de 7 ou 8 anos já sabe fazer sozinha o miojo, que já vem com um veneno no saquinho para o molho. Aquilo tem glutamato monosodico, que altera a química cerebral e é uma substância tóxica. Fora "isso, hoje ninguém mais janta, come um sanduíche… Se temos um alimento orgânico como a mandioca, muito mais nutritivo e mais barato que o trigo, e que fixa o produtor na terra, o que estamos esperando para mudar essa situação? O profissional de marketing Fábio Quinet, de 26 anos, já começou há um mês a banir o glúten, cortando o pão e o macarrão para ganhar mais disposição e malhar mais. Ele e larissa Munck, ambos alunos da academia Velox, no Humaitá, trocaram o pão pela salada e pelas frutas: – O glúten prejudica a absorção dos nutrientes e, em um mês de dieta, dá para notar uma boa secada. Há também um corte no açúcar porque os doces contêm glúten. Isso é o pior, porque adoro doces. Mas troquei doces por frutas. Tomo Nescau, que não tem glúten, no lugar de achocolatados que têm glúten e me sinto muito bem.
GRAÇAS AO SÚBITO desejo da filha Louise de emagrecer, a família de Cesar Hasky, dono do restaurante japonês Ten Kai, em Ipanema, descobriu as maravilhas da vida sem glúten. A mãe, Rina, ao levar a filha ao
nutricionista Leonardo Haus também adotou a reeducação alimentar que consiste em evitar saturação do metabolismo provocada pelo excesso de glúten no intestino. A surpresa veio quando mãe e filha começaram facilmente a emagrecer e até Cesar, que não estava de dieta, adotou os pães de aipim, de abóbora e de
cenoura, encomendados na rede Mundo Verde ou no restaurante Celeiro: – A barriga vai sumindo, você fica mais leve. Eu não imaginava que o glúten fizesse tanto mal. E você vive muito bem sem o trigo. Pode comer pães e bolos gostosos sem glúten de manhã ou à tarde, sem sofrimento algum -diz Rina. O nutricionista Leonardo Haus recomenda um período de três meses de dessensibilização ao glúten, no qual não se pode comer trigo, centeio, cevada ou aveia, os quatro cereais que contêm a substância. Depois, segundo ele, é possível comer esporadicamente sem risco de danos: – Essa é a idéia da reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho, mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar a doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar.
Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria. A guerra contra o pão e o macarrão já começou também na escolinha de vôlei das jogadoras Sandra e Elaine, no Leblon. Atletas do ranking brasileiro de vôlei de praia, elas proíbem as alunas que querem emagrecer de comer pão depois das 17h. As atletas aprenderam com seus médicos que, no entardecer, o metabolismo vai ficando naturalmente mais lento e a digestão daquele trigo ficará ainda mais difícil. O pãozinho terá muito mais chances de virar gordura -e abdominal! -Não proibimos o pão, mas, se puderem evitar, principalmente à noite, é melhor. Isso não significa que não podemos comer um macarrão depois de um treino. Pode, mas não toda hora. O excesso não é metabolizado e vira gordura – explica Sandra. -Eu, às vezes, não resisto. Vou à padaria Rio-Lisboa e como três pães franceses quentinhos de uma vez. E com muita manteiga! Mas só de vez em quando e escondido de meu técnico. No dia a dia, evito o pão e me sinto mais leve e bem disposta. O ideal é comer sempre frutas e saladas – diz Elaine.

Se banir o pão foi secando a barriga das mulheres, a nova onda chegou instantaneamente às academias de ginástica. A academia Velox, por exemplo, oferece saladas que há muito tempo fazem parte dos lanches dos atletas. Leves, nutritivas e de baixa caloria. As redes Body Tech e Pró-Forma também seguem o exemplo. É um incontrolável efeito dominó. Se uma mulher seca abolindo o glúten, centenas de outras vão fazer o mesmo para secar também. E não faltam receitas sem glúten.
A quituteira antiglúten gaúcha Paula Santos oferece dezenas no site www.riosemgluten.com . Um dos segredos da nova dieta é não desanimar diante de um pão de aipim com a consistência de uma pedra portuguesa. Há bons fabricantes de produtos sem glúten e outros nem tanto. Leonardo Haus indica os pães sem glúten produzidos em Santa Catarina, vendidos na rede Mundo Verde e no restaurante Fontes, em Ipanema, ou ainda os de fabricação própria do restaurante Celeiro, no Leblon. Os novos alimentos sem glúten já estão nas prateleiras dos supermercados: macarrão de arroz, cookies de soja, bolos de cenoura. Para a clínica Eliana Correa, com pós-graduação em medicina ortomolecular, depois do período de dessensibilização, pode-se até comer glúten de vez em quando, mas, segundo ela, a pessoa se sente tão bem que passar a evitar o alimento, como ela própria e suas três filhas: -Quem sofreu a vida inteira com enxaqueca por causa de intolerância ao glúten não vai querer mais comer
o alimento porque sabe que voltará a se sentir mal. Aí vem a pergunta clássica: Mas eu vou comer o quê? Eu, por exemplo, como batata-doce no café da manhã. Pode-se comer aipim, tapioca, pães sem glúten. A variedade é imensa e os benefícios, ainda maiores. Eu, que brigava tanto com o leite e seus efeitos alérgicos, descobri que o glúten é muito pior. Eliana faz em seus pacientes exames de sangue que detectam alergias que não causam efeito imediato, mas vão minando o metabolismo e são chamadas por isso de alergias retardadas. O sangue colhido dos pacientes é enviado para laboratórios nos Estados Unidos, que dosam intolerância a 96 alimentos. O exame custa R$ 900. No Brasil, os só há exames para 37 alimentos que causam apenas alergias imediatas (quando o paciente passa mal imediatamente). Outra maneira de acelerar a vida sem glúten é a colonterapia. Trata-se de uma lavagem do intestino grosso, feita por um aparelho que, durante 40 a 50
minutos, faz circular de 40 a 50 litros de água no intestino, provocando uma limpeza geral. Segundo o endocrinologista homeopata José Geraldo Rosa Gonçalves, o glúten que fica grudado nas paredes intestinais, estagnando o metabolismo, baixando a imunidade e promovendo a absorção de toxinas pode sair totalmente em quatro a seis sessões de R$ 220 cada, que incluem uma oxigenação do intestino depois da limpeza. Para pessoas com constipação crônica, ele recomenda em média dez sessões, duas vezes por semana: -Um alimento normal leva 18 horas da mastigação até ser eliminado pelo reto. O glúten leva 26 horas. O excesso vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação, retenção de líquidos. É o começo de uma série de doenças articulares, auto-imunes e até depressão. Depois da colonterapia, o intestino volta a produzir serotonina, o neurotransmissor que garante a
alegria: -A pessoa se sente tão feliz que passa naturalmente a rejeitar o glúten como antes – diz.
MÁRCIA CEZIMBRA

‘marido virtual’


Mulher é presa após matar ‘marido virtual’ no Japão
 

A polícia do Japão prendeu uma mulher acusada de ter matado o seu ‘marido’ em um mundo virtual na internet.
Ela alega que teria ficado brava ao ser divorciada do marido virtual sem aviso em um jogo online.
O avatar ‘morto’ era o alter-ego virtual de um homem de 33 anos, que chamou a polícia após descobrir que seu perfil no jogo havia sido apagado.
A suposta "assassina virtual", uma professora de piano de 43 anos, está sendo mantida em uma prisão na cidade de Sapporo, ao norte do país.
A polícia a acusa de acessar de forma fraudulenta a conta da vítima no jogo online.
Casamento virtual
Os avatares da mulher e da vítima haviam se conhecido online e se casaram virtualmente em um jogo popular, chamado Maplestory.
Segundo a polícia, apesar de a mulher não ter cometido qualquer agressão física contra sua vítima no mundo real, ela deverá ser indiciada por acessar ilegalmente um computador e manipular dados.
Ela estará sujeita, se condenada, a uma pena de até cinco anos de prisão ou a uma multa de até cerca de R$ 12 mil.
O Maplestory é um jogo fabricado na Coréia do Sul que ganhou muita popularidade em diversos países do Oriente.
O principal objetivo do jogo é derrotar monstros, mas ele também pode servir para outras atividades sociais, como relacionamentos e até casamentos virtuais entre os avatares.

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